IdeFácil

5 de setembro de 2010


Olá, irmãos! Hoje quero levá-los a refletir sobre a temática do ano, que norteia nossas vidas como cidadãos. Isso mesmo! Ano eleitoral. Onde as propostas, ou melhor, o projeto lei que citarei é partidário e que favorecerá parte da sociedade, quiçá a minoria.  

O blog tem como objetivo levar reflexões bíblicas acerca de temas atuais e essa é minha proposta com esse post. 

Nós sabemos que desde dos primórdios da civilização surgiram homens que com ousadia, intrepidez, arraigados de conceitos absolutos e verdadeiros, foram movidos pelo Espírito Santo de Deus para serem arautos, profetas,  num tempo em que os valores eram corrompidos e todos faziam aquilo que dava na telha.

Noé fez tudo o que o Senhor lhe ordenara, entrou na arca, ele e sua família, pois os demais não acreditavam;
Moisés o grande legislador do povo de Israel, foi tomado de grande ira ao ver que o povo corrompera, frente a sua ausência;
Samuel que viveu em tempo de grande tribulação, por volta de 1170 anos A.C., em que a palavra de Deus era preciosa e rara;
Elias é o profeta mais lembrado do antigo testamento e todos e lembram do monte carmelo, onde afrontou Acabe por perturbar Israel;
O que dizer então de Sadraque, Mesaque e Abnego que não se curvaram após o toque da trombeta (diga-se de passagem era decreto do Rei e todo aquele que desobedecesse era punido), foram levados para fornalha, e mesmo assim permaneceram ilesos. 

E finalmente João Batista que mesmo sabendo que o Rei estava na sua frente, não hesitou em apontar o dedo e expor o seu pecado. Sua alimentação é diferenciada, sua percepção é aguçada, sua palavra tinha poder, pelo fato de ser íntegro e não usar de falso testemunho, o cara era reto.

Irmãos precisamos começar a pensar, pois olha só que estão fazendo com nosso voto:

Presidência da República

Casa Civil
Sub-chefia para Assuntos Jurídicos

DECRETO Nº 7.037, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2009.
Aprova o Programa Nacional de Direitos Humanos - PNDH-3 e dá outras providências.


Responsável: Ministério da Saúde
g)Fomentar a criação de redes de proteção dos Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), principalmente a partir do apoio à implementação de Centros de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate à Homofobia e de núcleos de pesquisa e promoção da cidadania daquele segmento em universidades públicas.

Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Ministério da Justiça
c)Promover ações voltadas à garantia do direito de adoção por casais homoafetivos.

Responsáveis: Ministério da Justiça; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República
d)Reconhecer e incluir nos sistemas de informação do serviço público todas as configurações familiares constituídas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, com base na desconstrução da heteronormatividade.

Responsável: Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
e)Desenvolver meios para garantir o uso do nome social de travestis e transexuais.

Responsável: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República
f)Acrescentar campo para informações sobre a identidade de gênero dos pacientes nos prontuários do sistema de saúde.

Responsável: Ministério da Saúde
g)Fomentar a criação de redes de proteção dos Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), principalmente a partir do apoio à implementação de Centros de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate à Homofobia e de núcleos de pesquisa e promoção da cidadania daquele segmento em universidades públicas.

Responsável: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República
h)Realizar relatório periódico de acompanhamento das políticas contra discriminação à população LGBT, que contenha, entre outras, informações sobre inclusão no mercado de trabalho, assistência à saúde integral, número de violações registradas e apuradas, recorrências de violações, dados populacionais, de renda e conjugais.

Retirado: Na íntegra - Projeto Lei

Mediante a isso precisamos estar atentos as políticas, as propostas, aos projetos defendidos por nossos candidatos, embora estando fora da máquina pública, que tão de perto nos rodeia: como a TV, rádio, internet, devemos nos engajar na não-alienação da nossa  gente.

Quero concluir com a frase: "Ter fé no outro lado da vida ou não ter fé no outro lado da vida modifica completamente a ótica com que se olha para vida, a história, o futuro, a humanidade. Não ter fé a no outro  lado da vida priva o laico de grande força, de um grande estímulo, de uma grande alavanca, de uma grande motivação, que, ao contrário, o crente possui. Por outro lado, o laico está convencido de que o dever moral de não praticar o mal aos outros, de lutar por um mundo melhor etc... não tem necessidade uma motivação sobrenatural: basta o desejo humano de a sociedade melhorar sempre" (De Masi, Domenico em Diálogos Criativos, pg. 33).

Por nós crermos na vida após a morte, atribuímos tudo que está no sistema ao sobrenatural negativo e não arregaçamos as mangas para trabalhar com seriedade para contribuir o mínimo que for para melhorar a vida dos nossos semelhantes.

Onde estão os profetas? Você viu algum por aí?

Soli Deo Gloria
Jessé Almeida.   
Posted on by Jesse Almeida in