2 de fevereiro de 2010

Naum - Consolação


Vamos pensar no dia de hoje sobre a vida e ministério de um profeta que nos traz uma problemática interessante.  A primeira curiosidade é o seu nome que, como em todo AT, vinha cheio de significado. Não diferentemente seria com o profeta Naum, que quer dizer consolação. Que ironia! Na realidadepor que seria consolação? 
Resposta - Quando tudo está um caos, toda a desordem estabelecida, idolatria, esquecimento de Deus, a justiça se transforma em injustiça, a mente se confunde, mas há o consolo àqueles que permanecem fiéis a Deus, pois Ele mesmo coloca um profeta para dizer: chega! (1.15). 

A Assíria escravizava as nações por sua libertinagem, fazia tudo errado, no entanto estava no poder, fazendo com que as nações vizinhas ficassem inertes, sem poder fazer nada.  Os assírios levavam seus colonos na mesma onda, ou até pior, pois usavam os erros dos colonos para prendê-los aos seus interesses.

Segundo, é a doutrina dos profetas.  
1 - Os atributos de Deus; 2 - Pecado; 3 - Juízo.

1.   Atributos de Deus  
O que é atributo?
R: É uma propriedade intrínseca ao seu sujeito, pela qual ele pode ser distinguido ou identificado na teologia chamaremos de "atributos comunicáveis".

Quais seriam?
R: Espritualidade (Jo. 4.24); Invisibilidade (seu ser jamais poderá ser visto por nós Moisés); Onisciência (Sl. 139.7); Sabedoria (Deus conhece todas as coisas); Veracidade; Bondade; Amor; MIsericórdia; Graça; Paciência; Santidade; Paz; Retidão; Bem-aventurança; Zelo; Ira; Vontade; Liberdade; Onipotência; Perfeição (Mt. 5.48); Beleza; Glória. No livro de Naum oa mais evidentes são: Zelo, Bondade, Justiça, Bem-aventurança, Justiça.

2.  Pecado² 
O que é pecado?
R: Pecado é deixar de conformar à lei moral de Deus, seja em ato, seja em atitude, seja em natureza. O pecado é aqui definido em relação a Deus e sua lei. Em Nm.3.1-4, nós veremos a causa de tamanho juízo contra Nínive (ficaram piores que seus pais).

3. Juízo³ 
O que as escrituras afirmam sobre o juízo?
As Escrituras afirmam de modo claro que Deus será inteiramente justo e ninguém será capaz de reclamar contra ele naquele dia. Deus é “aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um” (1 Pe 1.17), e para ele “não há acepção de pessoas” (Rm 2.11; compare Cl 3.25). Por essa razão, no último dia “toda boca” se calará e todo o mundo será “culpável perante Deus” (Rm 3.19), sem que ninguém seja capaz de reclamar que Deus o tratou de maneira injusta. 

O fato de nós termos consciência de quem Deus é (sua essência, seus atos, seus atributos), irá confrontar com nossa falta de bondade, amor; justiça, nossa humanidade falha, marcada pelo pecar. Compreenderemos então, que só através de um juízo justo (é até redundante) a justiça de Deus será satisfeita. Sabemos que a justiça de Deus foi satisfeita na cruz ( nosso advogado - Jesus que nos livra da ira vindoura - 1 Ts.1.10). 
Quem ele é? Quem eu sou? O que ele fez e fará?  

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¹Grudem, Wayne - Teologia Sistemática. São Paulo: Edições Vida Nova, pg. 55-64.
²Grudem, Wayne - Teologia Sistemática. São Paulo: Edições Vida Nova, pg. 161.
³Grudem, Wayne - Teologia Sistemática. São Paulo: Edições Vida Nova, pg 666.
      Berkhof, Luis - Teologia Sistemática. São Paulo. Ed. Cultura Cristã.