16 de dezembro de 2009

II Coríntios 5.4-5


“Pois na verdade, os que estamos neste tabernáculo gememos angustiados, não por querermos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida”.
Ora, foi o próprio Deus quem nos preparou para isto, outorgando-nos “o penhor do Espírito”.
Que declaração de Paulo fantástica, quando se refere ao tabernáculo, estamos falando em nosso corpo físico, exposto as aflições, aos anseios. A tradução original seria gememos deprimidos. Forte, não? Na Versão Padrão Revista (RSV) está “suspira cheio de ansiedade”. Por que as aflições do corpo mortal nos deprimem.
Apesar das limitações, ele não espera nada dessa natureza (carnal), Paulo anseia um corpo melhor e novo (glorificado), pois esse sim não há perseguição, sofrimentos. Então, ele emprega duas metáforas (CMB). Primeira metáfora é de vestir um vestuário extra, que recobre o que já está usando (o que estamos nesse tabernáculo...querermos ser... revestidos). Segunda metáfora, a de uma coisa (carne) que é devorada por outra (Espírito), de tal forma que a primeira cessa de existir como era antes, mas é absorvida e transformada pela outra (o que é mortal seja absorvido pela vida). A fim de enriquecer a muitos (II Co 6.10) pelo ministério segundo a misericórdia de Deus.
Sempre quando estamos com essas barreiras queremos realmente nos libertar dessa carne ou do corpo mortal desejando uma natureza celestial. Paulo almejava a transformação do corpo (Fl 3.21).  
Sabemos que Deus não mudou sua forma de agir com os homens. Que precisa haver um preparo para que tenhamos um corpo glorificado. Em que a eleição, a vocação e a justificação dos pecadores, por Deus, constituem a base sobre a qual ele prepara seus filhos para a glória (Rm 8.28-30).
 Paulo não baseia sua experiência somente naquilo que Deus irá fazer no futuro com seu corpo, mas provar, segundo a relação profunda com o Espírito Santo essa transformação em novidade de vida na carne mortal, experimentando assim uma garantia da redenção do corpo para um corpo glorificado. Assim também nós precisamos viver de modo que possamos experimentar no tempo presente as glórias futuras, essas são garantias de que nós também na devida ocasião, ressurgiremos e seremos revestidos de um corpo de ressurreição.  (outorgou-nos o penhor do Espírito).


Soli Deo Gloria