5 de novembro de 2009






Paulo encerra a carta [1 Ts. 5.23-28] orando pelos seus leitores e retoma o assunto dos caps. 3 e 4, onde expressa o ensino de serem santos relatado nos vs. 11-13 do cap. 3. 
Anteriormente, é tratado assuntos sobre o convívio entre irmãos, comunidade, liderança. Os toques do apóstolo são de extrema relevância. Logo após orientações, ele ora para que Deus o direcione à santidade completa. 
Verso 23 - O apóstolo lembra aos seus leitores que a Paz não é a tranqüilidade da vida, mas sim a paz da salvação, de estar certo que sua vida está guardada em Deus, pelo Cruz de Cristo. Dentro do contexto quer lembrá-los que servem a um Deus de Paz.   Nesse sentido Deus é a única fonte de bençãos espirituais para o seu povo. Logicamente, se a salvação está Nele, logo, minha paz consiste totalmente em sua essência divina. O verbo santificar é usado somente nessa epístola. Ele ora para que Deus dê continuação ao processo de santificação. Em outras referências bíblicas Paulo se refere aos cristãos já santificados. 


“Ao falarem de santificação, os Reformadores davam ênfase à antítese de pecado e redenção, e não à de natureza e supernatureza. Eles faziam clara distinção entre justificação e santificação, considerando a primeira como uma ato legal da graça divina, afetando a posição judicial do homem, e a última como uma obra moral ou recriadora, mudando a natureza interior do homem”.(Luis Bekhoff )
Assim sendo santificados por Deus  saberão cabalmente o propósito, direção, orientação, como segue o verso. Serão íntegroS no sentido de estarem conformados com os Seus propósitos. (Íntegro = Na raiz da palavra seria não tocado; Segundo o Dicionário, inteiro; honrado). Na segunda parte do verso Paulo cita a importância do fato de estarmos íntegros em santidade para o dia da Parusia. Esta ação pertence à Deus nesse evento, ou seja, Deus salva, justifica, santifica (dando ao homem consciência do erro).
Parafraseando:  “Que vossa personalidade seja conservada inculpável de modo que seja íntegra.”
Ainda na segunda parte do verso Paulo faz menção ao espírito, alma e corpo. Não havia aqui a idéia tricotômica, o apóstolo só estava adequando seu discurso aos ouvintes que eram de maioria grega (Tessalônica) e tinham o costume de seccionar o homem em três partes, tirando-lhes sua responsabilidade. Valendo-se desse eufemismo, Paulo expressa que o homem deve ser totalmente entregue a Deus.
Verso 24 - Embora seus leitores fossem levados a duvidar que estavam preparados para Parusia, passa a assegurá-los que sua salvação depende daquele que os chamou para ser seu povo (O SENHOR JESUS – 2.12), para seu reino de glória. Aqueles que confiam nele podem ter certeza que experimentarão seu poder para preservá-los até o fim.
Verso 25 - Paulo se sente dependente da oração dos irmãos, contudo não existe razão exclusiva pela qual interceder, visto que é uma qualidade espiritual. O que podemos é fazer menção do exemplo de Cristo de interceder por nós junto ao Pai, se colocar no lugar. Paulo também recomenda a Timóteo;
Verso 26 - Saudai os irmãos com afetos, “ósculo santo”. Aqui o apóstolo reconhece que somente pelo demonstração de amor uns para com os outros seremos identificados com “pequenos cristos”. No contexto da carta era uma identificação formal da união com Cristo.
Verso 27 - A recomendação de Paulo era que a carta fosse lida em voz alta para todos os irmãos, ele gostaria que todas atentassem às suas admoestações, exortações e consolações. Sabia da sua responsabilidade e autoridade como apóstolo, assim sendo, gostaria de levar em consideração essa autoridade mesmo quando não estivesse presente.


A carta é encerrada de maneira formal como era de costume e podemos ver isso em outras partes da epístola (2 Ts. 3.18) e cartas( Rm. 16.20b; Gl. 6.18). Volta ao coração do evangelho NA PESSOA DE JESUS CRISTO – “A graça do nosso Senhor Jesus Cristo”.


Semana que vem iniciaremos Oséias. 
Deus seja Louvado! 




Posted on by Jesse Almeida in