14 de outubro de 2009

O COMPORTAMENTO DA EXPECTATIVA PELA VOLTA - 1 Ts. 5.4-11




Na lição passada estudamos sobre a brevidade da volta de Cristo, acompanhando os eventos registrados no capítulo 24 de Mateus. Não gostaria de suscitar aqui questões teológicas. Neste episódio, os discípulos de Jesus perguntam sobre sua vinda e o fim de todas as coisas.  As palavras do próprio Cristo apresenta um aviso, um alerta aos seus seguidores,  como conferimos nas expressões para "que ninguém vos engane" e "O filho do homem virá no tempo em que não pensais". 

Quero evidenciar que o advento da vinda é repentino, glorioso, físico e pessoal. 


Esse evento, de forma alguma, gera nos eleitos desconforto. Pelo contrário, gera satisfação, pois encontraremos com aquele que há de transformar nossos corpos em glorificados, com aquele que nos concedeu conhecer do seu amor infindo, com aquele pelo qual tenho acesso ao céu. O evento da vinda gera esperança que reflete diretamente na vida cotidiana de forma a olharmos como se sente o dono da vida olhando para minha vida. Será que ele se agrada dela? 


A foto postada no início deste texto foi uma tentativa criativa de visualizarmos como os tempos (cronos ou a cronologia dos fatos) e épocas (kairós - quando Deus intervém na história) usada pelo apóstolo Paulo como pleonasmo e dito por alguns comentaristas tem influência direta sobre nossa postura, uma vez que os fatos se cumprem. 

A época só Ele sabe. Isso nos impulsiona a rever nossos valores, princípios e investir naquilo que vai nos faz realmente glorificar a Deus e não usar a glória de Deus para glorificar nosso próprio nome. Vamos ao texto sagrado!

Verso 4 - Paulo escreve aos seus amigos, tanto que o inicío do verso acontece uma identificação típica do apóstolo irmãos e os distingue dos demais que se encontram, já que o público alvo foi mencionado (cristãos), que foram avisados sobre a imprevisibilidade do evento da Parusia. A revelação está ligado a luz (Jo.1.4-9; 1 Jo.2.8); o comportamento justo está ligado a luz (Jo.8.12). Viver na luz da revelação Cristo é fazer tudo que agrada a Deus, pois quando o dia do Senhor vier não será surpresa, mas sim conforto;


Verso 5 - Paulo passa a explicar o tema com pressuposições mais teológicas quando contrasta luz e dia, noite e trevas, dizendo que aqueles que se uniram a Cristo passam a ser filhos da luz que pertencem a grupo de esfera específica de justiça e salvação (Ef.5.8-14). Estendendo o pensamento ele acrescenta filhos do dia, que quer dizer dia do Senhor, aqui temos um expectativa futura e presente, ou seja, vivemos na esperança da eternidade com Cristo, mas provamos de Cristo no dia-a-dia.

Verso 6 - O que era um aviso passa a ser uma exortação ou encorajamento por parte de Paulo ao conclamar aos irmãos à lembrança de que eles foram despertados de um sono moral, diferente do encontrado no cap.4.13-18, que é morte física. Esse sono moral é referente ao estado de inconsciência e insensibilidade ao chamado de Deus. Se o dia raiou ou melhor, se Deus nos tirou a venda dos olhos, somos despertados. Pelo contrário vigiemos a palavra é usada para alegria e vigilância, seria a figura de um atalaia, que deve ficar alerta a qualquer aproximação.  

Verso 7 - Ainda faz um acréscimo que o cristão deve ser sóbrio. A palavra é exatamente o oposto de ficar bêbado, ou seja, falta de auto-controle. Paulo considerava uma sobriedade (moderação) espiritual que não fosse excessiva a ponto de sufocar a sensibilidade à revelação e ao propósito de Deus (2 Tm. 4.5; 1 Pe. 1.13; 4.7)

Verso 8 - Paulo volta ao v.6 e o v.5, mas lembra que seus leitores são soldados e precisam de armadura apropriada para a batalha (Ef.6.10-11), ser sóbrio = vigilante. Vigilância para o soldado que está de sentinela. Nos revestindo (Gl.3.27; Is.59.17; Rm.13.14); dando o capacete da salvação (Is. 59.17; 2 Co. 10.4). Fé a amor são qualidades essenciais do regenerado em relação com Deus e o próximo e a salvação é garantia que o capacita a perseverar nas dificuldades.

Verso 9 - O cristão tem o direito de usar o capacete da salvação, pois Deus o destinou para isso (Ef. 2.10) e direito aqui tem a função de ciência (Conjunto dos conhecimentos adquiridos pelo estudo ou pela prática.)
“Se tivermos esperança de salvação, cuidemo-nos de toda coisa que faça vacilar nossa confiança no Senhor. Temos a base sobre a qual construir uma esperança imperturbável quando consideramos que a salvação é por nosso Senhor Jesus Cristo que morreu por nós para expiar nossos pecados e resgatar nossas almas. Assim aprenderemos a viver para Aquele com quem esperamos viver para sempre".                                                             
       Mattew Henry – CPAD – pg.915


Verso 10 - “Paulo não quer dizer com isto que não nos importará no fim, se fomos vigilantes e prudentes, ou não! Ele indica o fato como também em 1Ts 4.15 e seguintes que nenhuma diferença será feita entre os santos mortos e os vivos no aparecimento de Cristo. Ambos os grupos viverão juntos e juntos com Cristo, desde que Ele morreu por todos”.
    F. Davidson – O novo comentário da bíblia – pg. 2.204


 Verso 11 - "Por isso encoraje seu irmão"... O contexto predomina a sugestão do apóstolo que o cristão verdadeiro vigiará, será sóbrio (moderado) e que não será apanhado de surpresa no advento da Parusia.



Soli Deo Gloria
Jessé Almeida.

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