16 de setembro de 2009

Um Chamado ao Trabalho - 1 Ts. 4.9-12


Na lição passada tratamos dos aspectos negativos da vontade  de Deus para  seu Povo. Nestes versos seguintes Paulo aborda os aspectos positivos, e retoma a idéia do amor. Mas dá ênfase ao amor mútuo,  encorajando estes a vivenciá-lo de modo mais prático para com seus irmãos.
Verso 9 - Amor fraternal = > é philadelphia em grego, originalmente significa o amor pelos irmãos e irmãs físicos, mas veio a ser usada na comunidade de nos círculos da comunidade cristã.
Verso 10 - Paulo tinha evidência de que amavam todos os irmãos em toda Macedônia, e então deduziu que  a intenção dos membros da igreja prevalecia (1 Ts.3.12). Tessalonica era porto comercial importante,  e provavelmente cristãos de outras regiões faziam visitas. Contavam com a hospitalidade dos irmãos das igrejas locais, pois era costume da igreja primitiva. 
Verso 11 - De forma mais geral as pessoas estavam se envolvendo com outras questões que não é o seu trabalho e os exorta a “trabalhar com as próprias mãos”
Fica claro que havia alguns irmãos que estavam na inatividade e precisavam ser exortados a trabalhar. O que percebemos é que estavam aproveitando da bondade dos demais que eram conhecidos pelo amor fraternal.
Deligenciar => Os comentaristas traduzem como “questão de honra”; “ser ansioso por”.
Viver tranquilamente=> No contexto aqui é antônimo de “ser abelhudo”. É usado para cuidar de seus próprios negócios, melhor “cuidar do que é vosso”. Os comentaristas mais antigos argumentam que os membros da igreja estavam envolvidos com a política local.
Verso 12 - "Para que andeis honestamente para com os que estão de fora, e não necessiteis de coisa alguma".
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Veremos o que os reformadores tem a nos dizer quanto ao trabalho:

"Na ética do trabalho, Lutero (1483-1546) e Calvino (1509-1564) estavam acordes quanto à responsabilidade do homem de cumprir a sua vocação através do trabalho. Não há lugar para ociosidade. Com isto, não se quer dizer que o homem deva ser um ativista, mas sim, que o trabalho é uma “dádiva".
Se seguirmos fielmente nosso chamamento divino, receberemos o consolo de saber que não há trabalho insignificante ou nojento que não seja verdadeiramente respeitado e importante ante os olhos de Deus.”


Max Weber (1864-1920) ao analisar o progresso econômico protestante, não conseguiu captar este aspecto fundamental no protestantismo, que enfatize o trabalho, não simplesmente pelo dever ou vocação, conforme Weber entendeu, mas sim, para a glória de Deus; este é o fator preponderante, que escapou à sua compreensão.





Um comentarista bíblico, resume bem o espírito cristão do trabalho, afirmando: “O trabalhador deve fazê-lo como se fosse para Cristo. Nós não trabalhamos pelo pagamento, nem por ambição, nem para satisfazer a um amo terreno. Trabalhamos de tal maneira que possamos tomar cada trabalho e oferecê-lo a Cristo.”(vv. 1Tm 6.1-2).
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Semana estudaremos os eventos da parusia (volta de Cristo) 1 Ts. 4.13-18.


Soli Deo Gloria








Posted on by Jesse Almeida in