IdeFácil

4 de agosto de 2009

Olá amados !!! Vamos dar continuidade aos nossos estudos. Paramos no cap. 2.13-16.

Verso 13 - Os convertidos tinham reconhecido que a mensagem dos missionários não era só de natureza humana, mas sim de Deus (1.5). A prova da aceitação era de que mesmo em meio ao sofrimento que sua resposta acarretava. a oposição da cidade e a ameaça sobre os missionários, não os impediram de crer (2.2).Essa experiência para Paulo não era incomum, pois já havia passado por mesmos intempéries na Judéia.Este parágrafo forma o apogeu da primeira seção da carta e completa o relato do Apóstolo Paulo. também trata dos temores reais sentidos por aqueles que tinham aceito o evangelho no meio de tal adversidade e que ainda estavam expostos a oposição.

“...dar graças a Deus...” => Paulo agradece a Deus pela resposta positiva dos tessalonicenses. Esta vem claro no verso.

“...recebido...” => O verbo empregado é “acolhestes” (4.1; 2 Ts. 3.6);

“...palavra de Deus...” =>"A pregação da Palavra de Deus é a Palavra de Deus. Portanto, quando esta Palavra de Deus é agora anunciada na Igreja por pregadores legitimamente chamados, cremos que a própria Palavra de Deus é anunciada e recebida pelos fiéis; e que nenhuma outra Palavra de Deus pode ser inventada, ou esperada do céu: e que a própria Palavra anunciada é que deve ser levada em conta e não o ministro que a anuncia, pois, mesmo que este seja mau e pecador, contudo a Palavra de Deus permanece boa e verdadeira". Heinrich Bullinger - Confissão Helvética

Mesmo assim, Paulo insiste na natureza da pregação cristã. A via de prova era “que está operando eficazmente em vós, os que credes”. => A palavra não era meramente ouvida por homens; ela também opera poderosamente nas suas vidas, visto que é falada com poder no Espírito Santo (1.5). Em algumas traduções : ARA = está operando; em outras = é tornada operante, não tem grande alteração.

“...que credes...” => Que a palavra é eficaz; aqueles que aceitam como palavra de Deus experimentam seu poder transformador, mas onde a fé está em falta a palavra não tem poder.

Verso 14 -A prova de que haviam recebido verdadeiramente a palavra, podia ser vista na disposição de passar por aflições em prol da fé, fato esse que colocou próximo à realidade de alguns cristãos, como o próprio Jesus.

“...imitadores...” => Essa palavra foi usada para indicar a similaridade entre os cristãos pelos sofrimentos de que com a mesma fé e coragem inabalável se apoiaram;

“...igrejas da Judéia...” => Paulo faz menção da perseguição, pois foi provocada por judeus nas demais localidades (At. 17.5). Por serem as primeiras a serem perseguidas; por passarem com maior intensidade ou comparadas as investidas contra os profetas e contra Jesus;

“...seus patrícios...” => deve ser entendido num sentido local mais do que racial e não exclui a população judaica de Tessalônica;

Verso 15 - Neste verso, Paulo trata a situação dos missionários mais especificamente e não dos cristãos em geral. Visto que o verbo está no particípio aoristo (nos perseguiam) é um eventos específico. A expulsão dos missionários foi instigada pelos judeus (vv.17). A natureza da ação de torna óbvia nas três frases seguintes:

“...não agrada a Deus...” => Não é atividade dos judeus desagradá-lo, mas sua atitude diante de Deus, porque agredia seus mensageiros. Em segundo lugar, uma hostilidade a todos “os homens”, pois prejudicaria a propagação do evangelho.
“para todos demais povos sentem somente ódio e inimizade” (Tácito, historiador romano)

Verso 16 - A expressão grega demonstra como os judeus manifestavam sua atitude para com Deus e com os gentios. Tanto que impediram.

O Verbo salvar é achada somente aqui nesta epístola, tem o conceito central para expressar os benefícios anunciados no evangelho. É ligado com a idéia de curar os enfermos (inclusive da morte) e de tirar de perigo. Em paulo, salvação é escatológico’, livramento da ira futura (1.10). Mas aqui, no sentido geral, é livramento do presente;

“...irem enchendo a medida de pecados...” => o pensamento é que há uma medida ou montante fixo de pecado a ser cometido para provocar o julgamento; é como encher uma prato até uma balança, e contrabalançar o prato e começar a cair. (Gn. 15.16; Mt.23.32). Paulo está dizendo que as ações hostis dos judeus contra os missionários vão todas preencher o número completo de pecados, em outras palavras o total ainda não está completo.

“...a ira porém,sobreveio sobre contra eles...” => o verbo está no passado, Paulo se refere a crucificação de Jesus como sendo um evento de desobediência da parte dos judeus. A ira para Paulo é o julgamento final que Deus realizará contra o pecado...

To be continued....





Posted on by Jesse Almeida in